Intuição - curiosidades interessantes

Intuição - curiosidades interessantes

Dinâmica governante que impulsiona a intuição? Espaço-tempo? Intuição é mais comum em mulheres? Einstein era intuitivo? Novo renascimento? Estes são alguns dos temas do capítulo ‘INTUIÇÃO, CURIOSIDADES INTERESSANTES’ do livro ‘INTUIÇÃO– VIDA MELHOR’. Para sua apreciação, confira!

No índice abaixo, para ir direto ao subcapítulo, basta clicar no título do mesmo.

Intuição para Viver uma Vida Melhor em perguntas e Respostas Capa

mulheres intuição

Sensibilidade. Essa é uma chave muito poderosa para abrir as portas à intuição. E, nessa área, boa parte das mulheres está à frente dos homens. Historicamente, o universo feminino se mostra mais naturalmente aberto ao tema sensibilidade do que o universo masculino. Em termos gerais, observa-se uma maior receptividade por parte da mulher ao que não é puramente racional. O fato é que para ambos, quando os atributos da gentileza, do respeito e da sensibilidade estão presentes há uma acessibilidade a dimensões mais elevadas da consciência. E aí reside a chave para a manifestação da intuição, independentemente de ter nascido homem ou mulher.

Por certo, a intuição é um atributo que transcende o gênero; é uma faculdade humana e está disponível tanto para homens como para mulheres. Há muitos homens intuitivos. Basta lembrar dos grandes nomes de cientistas que foram altamente sensíveis como Pitágoras, Newton, Tesla, Einstein etc. Mas há que se considerar que, historicamente, desde épocas remotas em que o poder físico se fazia preponderante, os homens têm sido educados para serem os provedores e os defensores da família. A postura de serem mais rígidos e firmes, e não demonstrar fraquezas deriva dessa “necessidade”. Esse fato, de algum modo, contribuiu para o bloqueio da sensibilidade intuitiva. Obviamente, as sociedades humanas mudaram e, atualmente, está acontecendo uma abertura nesse campo. 

Com a aceitação da busca pelo autoconhecimento, tanto no lado masculino, em que muitos abrem mais o coração, quanto do lado feminino, a busca pelo “saber” é uma realidade. Um cuidado necessário, que serve como alerta para todos que vivem neste mundo, é o risco real de se perder a sensibilidade ao se dar vazão excessiva à agressividade e à competitividade. Graças a isso, muitas mulheres estão bloqueando o canal da sua sensibilidade intuitiva. Creio que o equilíbrio seja possível tanto para homens quanto para mulheres. Tendo a intuição como parte do dia a dia – acontecimento esse que não vem por inércia –, se faz necessário um trabalho de nível pessoal em que seja reservado um tempo sem internet, televisão, academia etc. É preciso um tempo para si próprio para que se possa trabalhar o interior.

Todos precisam fazer sua parte nisso. Esse processo requer o uso da vontade pessoal de maneira um pouco maior do que o habitual. Esse pouquinho a mais de empenho pode fazer grande diferença. Experimente colocá-lo em prática e verá o resultado. 

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futuro intuição

Possibilidades transformadoras estão aí para serem “captadas” e podem ser altamente benéficas para toda a humanidade. Isso nas mais variadas áreas, incluindo-se aí novidades educacionais e científicas, tecnológicas e econômicas, artísticas e filosóficas, que podem levar a cenários completamente novos, com transformações em todos os níveis de nossas relações, inclusive com o planeta que habitamos.

A maneira como lidamos com os bens que a natureza nos apresenta; ou a conformação como a saúde é pensada; o modo como pensamos a mobilidade; a forma como entendemos a energia e fazemos sua manipulação; o formato como a educação é pensada e conduzida; como as relações de trabalho são estabelecidas e exploradas ou como os meios de comunicação são encarados e usados, constituem terreno fértil para intuirmos inovações e soluções transformadoras, que podem nos conduzir a outro patamar de vida no planeta. 

Há ainda mais a considerar, como o uso da água, do ar, da luz solar e da luz artificial, de elementos químicos que são universais e podem servir como fonte de combustíveis limpos e renováveis; dos alimentos que consumimos; das bebidas que ingerimos e das drogas que são socialmente aceitas; enfim, há tanto a transformar para melhor, que as possibilidades de uso da intuição podem, em muito, ajudar a apontar direções e sentidos que possam conduzir a humanidade a saltos de qualidade inimagináveis.

O processo de desenvolvimento da consciência, que otimiza a aplicação conjunta das capacidades racional e intuitiva, pode conduzir a inovações em todos os campos. O uso da intuição é parte significativa nesse processo, mostrando que muitas das soluções e inovações já estão à nossa disposição, mas o primeiro passo, com comprometimento e vontade, deve ocorrer. Quem vai liderar esse processo? Com certeza não será quem mantém atitudes de egoísmo ou de orgulho, de ganância ou de desumanidade como instrumentos de conduta. 

Quando nos lembramos daqueles que foram responsáveis por conduzir inovações positivas em nosso planeta – que foram os pioneiros, aqueles que primeiro “captaram” e acreditaram em ideias ou soluções que outros nem imaginavam, e transformaram essas ideias em possibilidades reais, há cientistas, filósofos, artistas, médicos, professores, imperadores, escritores, espiritualistas, enfim, há pessoas das mais diversas vertentes que podem ser considerados verdadeiros visionários. E eles existem em todas as épocas da humanidade. Observando-os, há tanto a ser celebrado e aprendido. 

Quando penso nos dias atuais, imagino mais desses pioneiros, ainda incógnitos entre nós. Mas eles estão por aí, apenas precisam continuar a acreditar em seus “sonhos” ou “visões de futuro” nas suas áreas de atuação.

O caminho menos acidentado para essa jornada se dá ao fazer o uso natural das capacidades intuitiva e racional, agregadas e em harmonia, mas o foco deve ser o bem comum. É aí que as portas da mente se abrem e possibilitam jornadas que podem conduzir nosso planeta à transição do velho para o novo, levando-nos a sair de um período de confluência entre velhos valores e novos, que coexistem simultaneamente por um tempo, mas não para sempre.

Há a necessidade de mudanças em nosso mundo e aí entra a importância desses pioneiros que estão por emergir e nos mostrar novos caminhos, que podem conduzir o planeta a um outro patamar. 

Essa transição sempre é complicada para quem nela se encontra, mas ela pode nos levar a um patamar de regeneração, em que que, sim, o progresso tecnológico-científico pode coexistir em um contexto mais humano, em que a sensibilidade humana se faça presente. Essa é uma possibilidade real e depende sim de alguns “visionários”, mas acima de tudo depende de nós, seres humanos, pois seremos nós que perceberemos e aceitaremos o que é genuíno e bom, ou não.

As possibilidades ao nosso dispor são maiores do que se pode pensar. Garanto que muitos com uma boa base de conhecimento intuem possibilidades transformadoras; o que falta é acreditar de vez nas intuições como algo que veio por alguma razão especial.

Não é por acaso que alguém capta algo antes dos demais. Nada acontece por acaso, menos ainda as boas intuições. Se alguém é intuído positivamente, seja por meio de um insight, um pensamento, ideia ou da forma que a intuição se manifestar – é porque a pessoa pode ser, em algum nível, um instrumento de transformação!

Não é porque outros apenas enxergam limites e se perdem em meio a um estilo de pensar, que valoriza os obstáculos, que aqueles que são intuídos a pensar diferente deveriam ‘esquecer’ e ‘abandonar’ o que intuíram. O que deve ser feito é não separar o conhecimento racional e o que ‘vislumbraram’ como possível de ser realizado. A tarefa deles é ‘conjugar harmoniosamente o que flui das duas fontes, tanto o que se origina da razão quanto da intuição, e não fragmentá-las, que é o que ocorre quanto cedem ao hábito de tentar separá-las.

Esses “possíveis” pioneiros estão por aí; você pode ser um deles. Alguns concretizarão seu papel, outros ficarão no caminho; há aqueles que chegarão mais perto de seus propósitos mais rapidamente, enquanto outros demorarão mais para fazê-lo.

O fato é que muitos, mesmo tendo intuído e tido “vislumbres” que poderiam mudar para melhor muita coisa em suas vidas e em nosso planeta; por não acreditarem o suficiente no que intuem ou não persistirem em seus propósitos, voltarão a se sintonizar com antigos padrões que farão com que se esqueçam e se afastem do que intuíram e retornarão aos padrões de pensar em que a maioria se mantém, por inércia. Mas estes também, em algum momento, sentirão novas ‘chamadas‘ por mudanças.

Dentre os possíveis pioneiros, além de cientistas e pesquisadores, líderes e artistas, aprendizes e pensadores, incluem-se professores e espiritualistas, pessoas comuns e governantes.

Aqueles que acreditarem e persistirem serão chamados de visionários e farão a diferença. Sim, eles terão obstáculos pela frente, pois, de início, poucos perceberão e aceitarão o que “dizem”  ou o que “apresentam”, mas é aí que existirá a diferença entre os chamados visionários e aqueles que não se permitem acreditar.

Tenho forte sensação de que o universo ‘torce‘, e muito, para que mais pessoas acreditem nas suas intuições. Esses, de algum modo, receberão ajuda em seus propósitos e serão ainda mais bem intuídos para a sua efetivação. 

O ditado que diz que “o universo conspira para o bem acontecer” é percebido na prática quando chances são dadas para que isso aconteça. 

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espaço-tempo e a intuição

Uma das características da intuição é que ela não se restringe ao momento em que a razão se situa, e não se limita ao local em que nos encontramos fisicamente. 

O ato de sermos intuídos espiritualmente é uma manifestação que nos transporta para além do espaço e do tempo, e nos conecta com a percepção de uma realidade que amplifica em muito a nossa percepção cósmica, transformando nossa forma de perceber, ver e entender o todo ao redor e avivando em nós a sensação de eternidade, com a integração das realidades de nosso passado e de nosso futuro no momento presente. 

Sob esse prisma, podemos ver uma faceta que sinaliza a intuição como um instrumento natural e sutil, que não se circunscreve a fatores temporais ou espaciais. Ela pode estar à disposição do ser humano permanentemente, possibilitando o rastreamento e a captação de sutilezas num universo amplo que foge ao domínio restrito de tempo e localização com o qual estamos habituados.

Intuitivamente, diria que os insights, a compreensão repentina, ou quaisquer outras formas de manifestação da intuição, pouco tem a ver com a localização ou temporalidade; penso que tem mais a ver com a sintonia da alma para com a fonte que gera o que intuímos. Diria que, de alguma forma, há o estabelecimento da comunicação entre a nossa mente e a fonte emissora do que é intuído por nós, seja interna ou externa, transcendendo às dimensões de espaço e tempo. 

Essa é uma sinalização de que a intuição não está sujeita às limitações do plano físico, e sim do nível alcançado pela nossa consciência. Quanto mais elevada a nossa consciência, melhores e mais amplas serão as nossas intuições, e mais independentes de contextos de tempo e espaço.    

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novo renascimento e intuição

No último período do Renascimento da nossa sociedade, entre fins do século XIV e início do século XVII, houve a revitalização do pensamento que nos possibilitou a saída da escuridão da Idade Média para a renovação do modo de pensar e encarar a vida. A Renascença aconteceu e houve transformações nas mais diversas áreas da sociedade humana, dando novas direções às ciências, às artes, às religiões e às relações do ser humano com o conhecimento.

Tudo indica que estamos num período de transição para algo novo. Um novo renascimento? Novas descobertas? Novos gênios nas artes, nas ciências, na filosofia? Quem sabe qual será o próximo passo? Quem sabe não se dê a revitalização de algo mais sutil ainda – do sentimento de estarmos todos conectados ou da clareza em relação ao macrocosmo em que vivemos? Ou então, de enxergar algo que nem mesmo imaginamos ainda? 

Em vários aspectos, vivemos uma época obscura que relembra a Idade Média da humanidade, quando o que era novo ou diferente era consistentemente combatido, aniquilado e inibido, em que as trevas prevaleciam, sustentando paradigmas e hábitos que predominavam na época, até que a semente do Renascimento trouxe nova luz à humanidade.

Em essência, o que foi o Renascimento? Foi um movimento da sociedade planetária em direção ao seu próprio renascer, ocorrida entre fins do século XIV e início do século XVII, no milênio passado. 

Como o Renascimento aconteceu? Da decadência e ignorância, escuridão e trevas, a humanidade redescobriu a luz e a vida. Ondas de luz espirituais deram vida a pensamentos que semearam arte e saber, cultura e ciência, e isso ajudou a propagar novas formas de pensar, quebrando paradigmas e mudando hábitos que resgataram o planeta de um período de ostracismo para uma jornada de reflorescimento com descobertas e progresso presentes nas mais diversas áreas. Obviamente, essa não é uma colocação acadêmica sobre o renascimento, mas é assim que traduzo minha visão intuitiva sobre o tema.

Seria coincidência o surgimento quase sequencial de trabalhos de pessoas como Leonardo da Vinci,[1] Shakespeare,[2] Galileu,[3] Isaac Newton,[4] Descartes[5] entre outros ícones de nossa humanidade que viveram naqueles séculos? Que espécie de cultura eles revigoraram? Uma cultura que valorizava o pensamento e a beleza, a verdade e a sensibilidade, o conhecimento e o entendimento. Por muitos foi chamada de cultura humanista e, por vários outros que dela se beneficiaram, apenas percebida como uma cultura que arejou e deu novas cores à jornada da humanidade em nosso planeta. 

Quem sabe novas formas de ver e pensar, sentir e se comunicar, intuir e realizar não sejam os instrumentos que nos qualificarão a dar um salto e a viver com um padrão de consciência ainda inédito para nós, que ainda não conseguimos conceber e que está em um novo patamar de integração com tudo que nos cerca? 

A intuição nos possibilita perceber a vida sob diferentes facetas, algumas já conhecidas nossas, porém imagine algumas delas como novas expressões artísticas e de conhecimento, de saber e de entreter, de nos relacionarmos e de interagirmos. Imaginemos a vida como um prisma de várias faces, cores e formas. O que é relevante e o que não é? Conceba enxergar sutilezas que ainda não somos capazes nem de imaginar. 

Aqui surge a pergunta: é possível imaginar algo que ainda não fazemos ideia, ainda mais sem usar apenas a razão e conceitos já estabelecidos? E como perceber novas cores e contornos, novas qualidades e virtudes ou novas possibilidades e soluções se continuamos fazendo uso das mesmas lentes que nos possibilitam enxergar apenas formas e molduras preestabelecidas e limitadas? Novas lentes se fazem necessárias. O uso da intuição nos inspira a descobri-las. 

A intuição ajuda a despertar a atenção para sutilezas e a inspirar o afloramento de percepções que podem passar batidas se usarmos apenas os sensores racionais a que estamos habituados. Independentemente da perspectiva com a qual observamos, a intuição nos conecta com aspectos que normalmente passariam despercebidos.

Conforme as perspectivas visitadas pela pessoa, serão as cores e contornos percebidos, serão as qualidades e virtudes que irão aflorar e serão as novas possibilidades e soluções intuídas. Quanto mais se abre o canal da apreciação, maior é o afloramento de percepções. Quanto mais a pessoa avança ao nível de fazer experimentos com a intuição e permite o aflorar de percepções, mais passa a percebê-la com intimidade e, consequentemente, com menos formalidade que quaisquer definições ou entendimentos. 

Acima de tudo, novas lentes começam a se apresentar em nossas vidas e, de alguma forma, começamos a enxergar “diferente”, a pensar de maneira mais desapegada e mais ampla, a experimentar mais nossos potenciais e, naturalmente, passamos a viver de maneira mais verdadeira, integrada e simples. 

Por meio de nossa educação ocidental, somos incentivados a navegar por meio de conceitos e definições, mas o fato é que a intuição nos convida a ir além do que já está presente em nossa mente consciente. Pode-se dizer que a intuição não impõe; ela nos mostra ou nos alerta, ela nos apresenta ou nos convida a percebê-la, escutá-la e enxergar perspectivas distintas das que estamos habituados, levando-nos a descobertas, soluções, criações ou prevenções e mudanças de rumo, muitas vezes clamando para que saíamos de nossa zona de conforto em vez de nos cercarmos apenas do que já estamos familiarizados.

A intuição é um atributo que nos possibilita navegar em várias dimensões; algumas ainda desconhecidas da grande maioria que habita este planeta. Diria que há muito mais a descobrir sobre a intuição do que é sabido sobre ela. 

Fica então o convite para que, não apenas a visitemos com as lentes da razão, mas que, ao percebermos a chance de usar novas lentes, distintas das que estamos habituados, nos abramos a usá-las de forma apreciativa, permitindo que a intuição se manifeste naturalmente, apresentando-nos as cores e contornos, virtudes e qualidades, descobertas e soluções que antes não percebíamos, assim  daremos os primeiros passos em dimensões que transcendem àquelas que estamos habituados. 

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Einstein-era-intuitivo

Einstein costumava fazer regularmente experimentos com pensamentos, como prática pessoal. Muitas de suas brilhantes ideias e teorias nasceram do conhecimento que tinha como magnífico físico teórico que era. Junto a esse conhecimento, “pensamentos especiais” deram vida a visualizações e imaginação, permitindo que conjugasse tanto o lado conceitual – nascido de seu profundo conhecimento – quanto o lado intuitivo, que o possibilitou fazer uso conjunto de suas múltiplas inteligências e trazer à tona ideias revolucionárias que hoje fazem parte do cotidiano da nossa sociedade.

Por meio da abertura das portas da criatividade e da imaginação, Albert Einstein, um dos mais marcantes gênios do século XX, uniu todo o conhecimento que tinha a insights que se mostraram altamente eficazes, redundando em teorias que revolucionaram o mundo científico.

Em 1905, por meio de seus insights e o experimento com os pensamentos, em um único ano, publicou vários artigos científicos que, segundo especialistas na área científica, outros gênios não conseguiriam publicar em toda uma vida e, mais que isso, mostrou ao mundo porque tudo que se pensava saber sobre o espaço e tempo, matéria e energia estava errado. Esse ano é conhecido como o “Annus Mirabilis”[6] ou Ano Miraculoso de Einstein. 

Einstein foi uma pessoa muito aberta a várias áreas que iam além do mundo científico. Suas incursões sociais como pacifista o tornaram membro da Liga das Nações que foi a precursora da ONU. Quando reeleito para o Comitê de Cooperação Intelectual, em carta para o secretário-geral da Liga das Nações, datada de 25 de junho de 1924, escreveu de próprio punho: “À luz de meu comportamento passado, a eleição significa um ato de especial generosidade espiritual, o que em consequência me enche de alegria.

Uma característica especial de Einstein é lembrada pelo historiador Simon Veille. Foi em casa que ele aperfeiçoou sua educação judaica. Aos dez anos tornou-se profundamente religioso: recusou-se a consumir carne de porco, cobrou mais rigor dos pais, compôs salmos à glória de Deus, que recitava a caminho da escola.

Algo que nem todos lembram e que, de alguma forma, mostra a amplitude de possibilidades que sua vida proporcionou é que, em 1952, com a morte de Chaim Weizmann, amigo de longa data e então presidente de Israel, o primeiro-ministro israelense na época, Ben Gurion, propôs a Einstein a presidência do Estado de Israel, o que, conforme é sabido historicamente, ele não aceitou. Na música, Einstein reafirmava a sua sensibilidade e abertura a interesses que uma pessoa puramente racional jamais teria.

Certa vez deu uma declaração que surpreendeu a muitos que não o conheciam proximamente: “Se não fosse físico, acho que seria músico. Eu penso em termos de músicas. Vejo minha vida em termos de música.” 

Nos seus “experimentos com os pensamentos”, era comum passar dias inteiros sem contato com ninguém, em silêncio, como um monge ou um iogue fazendo experimentos em seu laboratório mental.

O lado sensível de Einstein, junto de sua abertura mental e seu elevado nível de conhecimento, possibilitaram uma concatenação que o ajudou a agregar sua capacidade mental e todo conhecimento que possuía, que talvez o tenha levado a experiências de consciência que só ele poderia relatar e, como resultado, talvez tenha acessado uma visão cósmica que o fez transcender, indo além do que se pensava saber sobre o mundo, sobre a Física e, quem sabe, sobre várias outras áreas daquela época com as quais ele contribuiu. Portanto, sim, Einstein era bastante intuitivo!

O fato é que, Einstein, apesar da alta capacidade racional e do grande conhecimento científico, também era uma pessoa de muita sensibilidade, adorador das artes e detentor de crenças espirituais que jamais o impediram de ser transparente quanto às suas opiniões e aos seus questionamentos. Ele, de algum modo, conseguiu conectar os dois lados – racional e Intuitivo – tornando-os aliados, percebendo e entendendo que eles somavam, se completavam. 

Como menciona a revista “Enciclopédica” de outubro de 1969, “Einstein se aproximava dos antigos mágicos, alquimistas e taumaturgos, em virtude de seu pensamento intuitivo e não meramente analítico”.

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intuição e medicina

Quem se propõe a refletir sobre o que está sendo feito em termos de saúde no planeta, observa consideráveis trabalhos conduzidos por profissionais e por colaboradores da saúde que atuam em inúmeras atividades humanitárias, ajudando e disponibilizando seus conhecimentos e seu tempo, assistindo e cuidando de pessoas ao redor do planeta. Em meio a essas atividades de saúde, observa-se claramente a manifestação da intuição, principalmente naquelas voltadas às várias iniciativas inspiradoras com foco em populações mais carentes, as quais proliferam pelo planeta, de maneira invisível para muitos, mas não para aqueles que dedicam seu tempo e conhecimento em prol delas. Nessas atividades, em que as qualidades humanas e espirituais são claramente perceptíveis, há a presença incógnita da intuição, por meio da sensibilidade, dos sentimentos altruístas, do conseguir enxergar o outro, do tocar os corações, do olhar nos olhos, do cuidar do ser e do atentar para valores genuínos, para a vida e para a saúde, mais que para a doença.  

Como não ressaltar o alto grau de sensibilidade, desprendimento, dedicação, generosidade e atitude compassiva dos terapeutas que acompanham os doentes em fase terminal? Ou a dedicação espontânea dos médicos e de vários outros profissionais de saúde que se dedicam voluntariamente ao imenso número de pessoas em regiões de absoluta pobreza? Como não valorizar aqueles que dedicam seu tempo meditando, orando e estando junto a pessoas em coma? Como não ver o trabalho de profissionais da saúde espalhados em inúmeros hospitais nascidos de filosofias e doutrinas espirituais, as mais diversas, que ajudam pessoas em muitos países do planeta? Ali se apresentam qualidades, valores e sensibilidade que agregam percepções intuitivas às suas atividades de trabalho e do dia a dia. Como um indicador real e verificável disso, recomendo atentar para apenas um detalhe: observar o olhar desses profissionais e voluntários da área da saúde em direção aos que estão sob seus cuidados. Nesses casos, em que a presença do profundo respeito, da generosidade, da simplicidade e do amor à humanidade se fazem presentes, observa-se nitidamente que a aplicação da saúde vai além do conhecimento convencional e da obrigação formal. Na maioria dessas ocasiões, a intuição se manifesta espontaneamente e é altamente utilizada, somando-se a outros atributos presentes em prol de promover a saúde e ajudar na cura de enfermidades.

Hoje há um consenso sobre a importância do cuidado com o ser, com a pessoa e com o estado de espírito dos pacientes. Cada vez mais, o foco está na pessoa a ser tratada e não na doença em si. Muitas das ideias e das posturas de pessoas marcantes na promoção da saúde e no trato de enfermidades nasceram da presença de espírito de alguém, que deu vazão à intuição, por meio da sensibilidade humana e espiritual. Muitos desses não se consideravam religiosos, mas apresentavam um alto grau de religiosidade em suas atitudes, não baseadas em doutrinas mas em virtudes e valores que refletem espiritualidade na ação. De fato, quando se procura ter uma visão holística, a intuição estará sempre presente.

Há hospitais e grupos de profissionais das áreas médicas espalhados pelo mundo todo que desenvolvem trabalhos aliando conhecimentos humano-espirituais aos conhecimentos das ciências médicas. De alguma forma, tais hospitais e grupos contam com profissionais que são seres humanos com conhecimento específico de suas áreas, mas também com um grande lastro de espiritualidade prática. O simples fato dessa convergência de propósitos já é um reflexo da manifestação da intuição. 

Pode-se ainda observar-se a intuição traduzindo-se em sensibilidade e empatia por quem está sendo cuidado, outras vezes em claras percepções do que as pessoas tratadas necessitam ou simplesmente canalizando sentimentos que permitem a esses inúmeros profissionais sentirem-se parte de algo com um propósito maior que, muitas vezes, eles próprios não saberiam traduzir em palavras, mas que traduzem em perseverança, doação de tempo, especialização e experiência. 

Em termos gerais, quando falamos em medicina, há várias vertentes, como a alopatia, a ayurvédica, a homeopatia, a chamada medicina “alternativa”, e algumas modalidades que não são reconhecidas pela medicina tradicional, mas têm o respeito de muitos, como a medicina tradicional chinesa, a medicina mediúnica, a medicina dos xamãs, a medicina dos monges e sábios tibetanos, a medicina que faz uso de dons espirituais dos cristãos e outras que envolvem perspectivas que transcendem o aspecto puramente físico. Não as vejo como excludentes ou separadas das modalidades aceitas pelas universidades ocidentais. São distintas, mas complementares à medicina tradicional. Há áreas de convergência entre todas elas, e sinto que chegará o momento na história em que todas elas serão reconhecidas, aceitas e aplicadas, sem preconceitos ou discriminações.

Também encontramos várias experiências nascidas da sensibilidade intuitiva, que se somam a tratamentos os mais variados. Há a utilização da música, há os clowns, há o uso dos aromas e das cores nos tratamentos, há a fé, há a meditação, há a radiônica,[7] há a percepção de médicos e demais profissionais de saúde que, por sua sensibilidade intuitiva, tornam os tratamentos mais humanos e espiritualizados e promovem valores genuínos em suas atividades, tornando-as mais humanas e nobres. Isso amplifica a sensação de bem-estar e ajuda tanto os pacientes como os profissionais que trabalham em ambientes que fazem uso dessas competências. 

Vemos linhas que trabalham os aspectos sutis que, com o tempo, passaram a receber atenção da medicina ocidental. Veja o exemplo da acupuntura, que trabalha o equilíbrio dos meridianos energéticos do corpo, cujo conhecimento, por muito tempo, não foi considerado pela medicina acadêmica no ocidente. O que vemos hoje é a acupuntura como integrante de grades curriculares de muitas faculdades de medicina ocidentais. 

Podemos dizer que a intuição tem sido um importante instrumento, sutil e incógnito, que tem estado presente na promoção da saúde em situações as mais distintas. 

Acima de tudo, falamos da medicina como um meio de relações entre pessoas, umas tratando e outras sendo tratadas. O mesmo se aplica a pessoas que tratam de animais. O fato é que, onde existem relações, o uso da intuição tem espaço para se manifestar, sempre.

Deixo aqui o meu testemunho de profundo respeito e admiração a todos os trabalhos desenvolvidos com a colaboração de profissionais da área da saúde, que dedicam o seu tempo e conhecimento, trabalhando de forma voluntária com populações carentes ao redor do planeta. 

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dinâmica governante da intuição

O estado de consciência rege a dinâmica que governa a intuição. É ele que determina os níveis de sensibilidade e de interconectividade que expressamos em nossas vidas, regendo a dinâmica governante que estimula a nossa capacidade de intuir e ser intuído. Tem como essência revelar o “espírito” da ação, ou seja, revelar o sentido e a vitalidade das ações.

Esse “espírito”, nascido da expressão da consciência, tem a capacidade de sustentar as atitudes, promover a sintonia, interconectar as manifestações humanas, reforçar comprometimentos, moldar pessoas e líderes e, em última instância, reger movimentos. Sem ele, as ações tornam-se mecânicas, as atitudes vazias, as iniciativas medíocres, os processos confusos e ineficazes, e os produtos desprovidos de significação. 

Em essência, podemos dizer que esse “espírito” mostra a face verdadeira das pessoas e de suas criações e, de algum modo, as “personaliza” e as “humaniza”, permeando os propósitos e valores que regem suas escolhas e promovem as suas interconexões. Esse “espírito” por trás das ações é alimentado de acordo com o nível de consciência experimentado, e é ele que determina o nível de qualidade que será manifestada. É o estado de consciência com que realizamos uma ação que a caracteriza, podendo torná-la vulgar ou diferente e única. É o estado de consciência por trás da atitude que a distingue e dá poder a ela. É o estado de consciência por trás de uma iniciativa que faz a diferença em sua sustentação e dinâmica. É o estado de consciência experimentado por trás de tudo o que fazemos ou criamos, idealizamos, pensamos e intuímos que determina as dinâmicas que governam nossas vidas. Quando percebemos a importância do nosso estado de consciência, e a ele damos atenção deixando-o que se manifeste, acontece o despertar da intuição. 

Quando níveis positivos e elevados de consciência são estabelecidos, há a ativação de verdadeiros filtros internos que ajudam as pessoas a se sintonizarem com pensamentos, ideias e concepções equivalentes, filtrando aspectos nocivos e evitando que esses se misturem e fragilizem, o que é genuíno e verdadeiro.

Colocar o “espírito” na ação ou dar “espírito” à ação é uma decorrência natural quando certos níveis de consciência são experimentados, o que diferencia robôs desempenhando ações e o ser humano. 

Intuo que a dinâmica governante que impulsiona a intuição seja regida pela percepção de algo maior que, quando se faz presente, mostra claramente que os pensamentos, sentimentos e intuições, e também as iniciativas, ações, atitudes e processos; até os produtos necessitam de um “algo a mais” que dê a eles vitalidade e revele a inter-relação com o todo. Nada, nem ninguém, está ou pode permanecer isolado do todo. 

Esse “algo a mais” pode se apresentar como essência ou sentido, intenção ou índole, princípio ou valor, mas esses são apenas frutos do nosso estado de consciência governante. 

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Notas:

[1]   Da Vinci (1452-1519) cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.

[2]   Shakespeare (1564-1616) por muitos considerado o maior escritor de todos os tempos.

[3]   Galileo Galilei  (1564-1642) físico, matemático, astrônomo e filósofo florentino.

[4]  Isaac Newton (1642-1727) cientista, físico, matemático, astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo.

[5] René Descartes (1596-1650) filósofo, físico e matemático.

[6] O ano de 1905 é considerado o annus mirabilis no domínio da Física, pois é o ano em que Albert Einstein publicou as suas descobertas sobre o efeito fotoelétrico, movimento Browniano e a Teoria Especial da Relatividade, além da famosa equação E = mc². Os seus artigos foram coletivamente chamados “artigos do Annus Mirabilis”.

[7]. Radiônica é a ciência que estuda as propriedades e o poder radioativo de ondas de forma, geradas por meio dos circuitos gráficos com a finalidade específica de tratar da saúde. É uma modalidade.


Livro Intuição para viver uma vida melhor

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Imagens (todas, exceto a da capa do livro): Banco de dados Pixabay
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