Vaidade espiritual, inimiga declarada da sabedoria.

Vaidade espiritual, inimiga declarada da sabedoria.

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Vaidade espiritual, inimiga declarada da sabedoria.

A beleza de ser é a síntese da vida!
A manifestação da essência da beleza é sempre sublime, quer seja a beleza da natureza, a beleza dos cenários que apreciamos, a beleza dos relacionamentos que nos tornam pessoas melhores, a beleza da paz e do amor ou a beleza da felicidade e da simplicidade.

Lembremos Tolstói:
Não há grandeza quando não há simplicidade.

Ou Da Vinci:
A simplicidade é o último grau de sofisticação.

O fato é que tudo que se expressa com naturalidade resplandece e tem beleza legítima.
A beleza genuína é um grande alimento para o espírito e, na maioria das vezes, não é superficial.


A beleza mais sutil e também a mais completa é a da espiritualidade que, quando manifestada emana a essência do belo e permeia a presença e ambiente de quem as expressa.

A atenção especial que deve estar sempre presente é com o veneno da vaidade espiritual. Toda beleza e grandiosidade interior pode ruir  com a vaidade espiritual, que pode ter desdobramentos os mais danosos e que, muitas vezes, começam com a prepotência e com a arrogância.

A vaidade sutil ou a vaidade espiritual constituem armadilhas fatais a quem aspira à elevação.
Todo amor, todo poder e toda beleza que decorrem da presença da espiritualidade e que poderiam ser de uma magia encantadora, servindo de fonte de inspiração e de mudanças magníficas para muitos; e que possibilitariam a aprendizagem, pode se perder quando a vaidade toma o leme. Tudo pode se perder, por tão pouco! Este pouco é a vaidade, inimiga declarada da sabedoria e daqueles que buscam à ascensão espiritual.

A atenção à vaidade deve existir como um sensor que detecta a fumaça e indica que existe algum incêndio ou o perigo da ocorrência de um. Esse tipo de incêndio pode queimar virtudes e qualidades, enfraquecendo o terreno da mente e do espírito.

Cada um pode intuir qual seria seu melhor sensor; mas alguns aspectos, num nível mais comum, são gerais: hábitos de criticar, de julgar ou de comparar, ou ainda, quando há falta de paciência e de tolerância.


Os métodos para eliminar tais hábitos não devem ser confundidos com auto julgamentos sumários, que induzem o ser à autoflagelação ou autossabotagens, geralmente não conscientes.

A percepção de hábitos não mais desejáveis e de sua aceitação é uma etapa que integra uma futura transformação. Esta percepção nos ajuda a crescer.
A partir da observação, podemos redirecionar o foco de nossas metas “reais” e canalizar a energia que, naturalmente, serão conduzidas num sentido de substituição da vaidade por sentimentos mais proveitosos e positivos.

A manifestação da divindade é uma grande meta mas, na medida em que for sendo atingida, deve-se estar atento à vaidade espiritual, não como um medo ou impedimento, mas como algo possível de prejudicar a caminhada.

A luz interior, o amor incondicional, o sentimento de compaixão, o olhar na direção da paz interior, o acalentar do sentimento sábio da humildade são energias que têm poder para sobrepor-se a qualquer manifestação intrusa do veneno da vaidade.

Trabalhar o oposto da vaidade é algo que pode nos ajudar e pode facilitar a sintonia com o que nos faz bem, de fato, e nos impulsiona a continuarmos crescendo espiritualmente.

Para ver mais sobre este tema da vaidade espiritual aqui no site intuicao.com, visite o post: “O VENENO INVISÍVEL DA VAIDADE ESPIRITUAL“, veja clicando aqui.

Autor: Herbert Santos Silva
site intuicao.com
Foto: disponibilizada pelo site Pixabay