Como o saber intuitivo se manifesta? 

Como o saber intuitivo se manifesta? 

Para sua apreciação, o subcapítulo ‘Como o saber intuitivo se manifesta?
(Do livro Intuição Para Viver uma Vida Melhor)

Uma das maneiras mais comuns do saber intuitivo se manifestar é nos fazendo convites. Muitos desses convites são para não nos limitarmos ao que já estamos habituados, mas, acima de tudo, o saber intuitivo nos convida a sermos nós mesmos, espontâneos e transparentes, e não a alimentar imagens que nos afastam de quem realmente somos. 

O saber intuitivo nos convida, não apenas a visitarmos o que, em algum momento de nossas vidas, aprendemos e experimentamos, lemos e escutamos; ele nos convida a ir além do que está em nossa mente consciente, convida-nos, quando necessário, a fazer uso de saberes que estão em nosso inconsciente, além de captar o que está fora. 

Na prática, nos convida a trazer à tona o que é bom em nós e aquilo que nos faz bem, a nos abrirmos para novos horizontes e a não nos preocuparmos em estabelecer limites para esses horizontes. Em outras palavras, a termos uma visão apreciativa daquilo que ainda não entendemos e, por vezes, abandonamos por não saber como explicá-los ou defini-los. 

O que direciona os convites pode ser a necessidade, o momento de algum saber emergir ou a sintonia que é criada a partir de nossa atitude mental. Essa possível necessidade, da qual não temos consciência, o momento certo para emergir ou a sintonia que estabelecemos inconscientemente, se manifestam por meio de pensamentos, sentimentos, percepções, pressentimentos ou visões que trafegam por uma ponte que liga nosso estado mental à fonte do que vai ser intuído, que tanto pode estar em nossa própria consciência quanto no inconsciente, ou mesmo em fontes externas. No geral, assim se estabelece o ato de intuir em nossas vidas.

Temos muitos bens que integram nossa existência. Um deles, muito importante, é o conhecimento. Convido você, leitora e leitor, a refletir: de tudo que estudou e aprendeu em sua vida, do quanto se lembra e o que mantém com você, conscientemente e em termos práticos, no seu dia a dia? É interessante fazermos essa reflexão. O quanto absorvemos de tudo que nos é apresentado na vida? Esta é uma questão a considerar. Será que apenas o que mantemos em nosso nível consciente foi absorvido? Ou será que aquele conhecimento ou aprendizagem, um dia adquiridos mas “esquecidos”, podem permanecer inertes em nosso subconsciente ou no nível inconsciente, esperando o momento de ser “chamado” ou “convidado” a aflorar em nossa jornada de vida? 

No nível da consciência, raríssimos se lembram de tudo aquilo viveram ou estudaram, leram ou escutaram. Pode-se questionar se há até mesmo uma única pessoa capaz disso; provavelmente não.

Normalmente, a pessoa tem consciência de uma parte ínfima daquilo que um dia conheceu, estudou ou teve contato. Assim como deixamos muito do que recebemos para trás, praticamente esquecendo daquilo que um dia nos foi apresentado, do mesmo modo há aspectos sutis importantes que são ignorados no dia a dia em meio à correria e a tantas informações. Mas ter esquecido ou ignorar não implica na sua não existência. 

Possibilitar o acesso àquilo que necessitamos, sejam saberes ou ideias, sentimentos ou pensamentos, seja por meio de imagens ou mensagens, é uma das funções da intuição. Nosso papel é nos mantermos em condições para usá-la de maneira apropriada. Para tanto, neste livro, muitas vezes será ressaltada a importância de elevarmos nossos níveis de consciência e experimentarmos estados mentais que nos conectem a níveis elevados de energia. De acordo com os estados mentais que experimentamos internamente, serão as intuições que receberemos. Daí a importância da meditação, da oração, dos bons pensamentos, das boas leituras, da apreciação da natureza e das belezas sutis que nos cercam sempre e, também, da atenção com “o quê” estamos direcionando nossas conexões no dia a dia. A partir de nosso estado mental é que as sintonias são estabelecidas e, é importante salientar, conforme nosso estado mental serão as “leituras” que faremos do que se apresenta em nossas vidas. Uma pessoa em paz interpreta um acontecimento de uma maneira, enquanto uma pessoa em estado de confusão mental fará uma leitura provavelmente equivocada daquele mesmo acontecimento. O mesmo se dará com nosso raciocínio e com nossas intuições.



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