Ritmo e beleza: a vida com dinamismo

Ritmo e beleza: a vida  com dinamismo

Ritmo e beleza: a vida com dinamismo

O ritmo da natureza a faz bela.
Quando cores, luzes e sons se manifestam em liberdade e com harmonia, o conjunto de tudo que a compõe exala beleza.
Perceber como vibra a natureza nos capacita, não só a observar e apreciar sua beleza, mas a sintonizar com ela, a vibrar na sua freqüência, a entrar no seu ritmo.

Na arte da vida tudo tem seu ritmo.
Cada momento, cada situação tem seu ritmo.
Cada um de nós tem seu ritmo.

Saber viver em harmonia tem muito a ver com perceber os diferentes ritmos e com saber escolher quando e com o que entrar em ressonância; saber, intimamente, com o que queremos sintonizar, visando pulsar em ritmo similar.

Viver com sabedoria tem a ver com conhecer-se e saber quando adaptar-se ou quando afastar-se, quando se deixar levar pela “música” do momento, quando "silenciar" os ruídos ao seu redor, ou quando procurar agregar novos “tons” que produzam harmonia e bem-estar íntimos.

Viver com ritmo significa harmonizar nossas ações, nossos sentimentos, nossas emoções e também nossas relações com Deus, com as outras pessoas e com a natureza. Dar expressão à harmonia íntima é o que fazemos quando experimentamos nosso ritmo.

O cansaço vem quando estamos fora do ritmo, quer seja na mente ou na ação.

Ter ritmo é saber viver. O ritmo está em tudo, em todos os momentos.
Como e quando agir, o que fazer e por que fazer. Tudo pode ser percebido quando há sintonia.
Sintonizar-se significa entrar no ritmo.
Tudo tem seu momento, seu estado de repouso, de percepção, de início da ação, de intensificação do movimento ou de parar, de retrair ou expandir, de fluir e seguir.
Nada é estático, tudo sempre é dinâmico.
Ter a percepção de como funciona essa dinâmica, de assimilar seu processo e adequar-se a ela significa ter ritmo.

O nosso ritmo influencia em sermos ou não bem sucedidos no viver.
O universo tem seu ritmo, as constelações têm seu ritmo, o sistema solar tem seu ritmo, e assim vai, do planeta ao átomo, tudo tem seu ritmo.
Cada dia tem seu ritmo, cada ser tem seu ritmo, cada órgão tem seu ritmo.

Para vivermos em harmonia devemos perceber a nossa freqüência natural, ou seja, nosso ritmo mais natural, até encontrar o nosso ritmo ideal. Cada um tem o seu, e não há dois seres com ritmos idênticos no universo.
Ao identificar seu próprio ritmo, ao aceitá-lo, ficará mais fácil entender os diferentes ritmos que nos cercam.
Alguns nos atrairão e naturalmente ficará mais fácil entrarmos em sintonia e adicionarmos nossas vibrações a eles, estaremos doando energia e recebendo em troca, estaremos amplificando a nossa energia e ajudando a amplificar a energia com a qual sintonizamos.

Alguns outros ritmos nos repelirão e quando nos forçarmos a sintonizar com esses ritmos que não nos são naturais, cada vez mais nos distanciaremos de nós mesmos. Distúrbios variados começarão a se manifestar e então, em vez de doadores naturais passaremos a ser tomadores de energia, uma energia que nos afasta de nossa essência e nos distancia de nossa freqüência natural.

Absorver o que não nos é benéfico nos conduz à desarmonia, ao desconforto conosco mesmos e com tudo que nos cerca.
Assim como uma impressão digital identifica e diferencia cada pessoa, nossas freqüências naturais individuais também são únicas.
Ao tentar manifestar algo que não somos, deixaremos de ser nós mesmos e nos afastaremos de estados de harmonia interior.
Nunca conseguiremos ser um outro, seremos no máximo um rascunho de ser daquilo que pretendemos.
O processo de sintonia é sutil e positivo, o processo de desarmonia é desgastante e perigoso.

Todo tipo de vida é sempre dinâmico; nossas vidas são dinâmicas. Os ritmos são dinâmicos e quando temos o domínio de nossos ritmos, mesmo as situações mais desconfortáveis serão ultrapassadas com um mínimo desgaste. Dar vida ao seu próprio ritmo natural é o caminho na direção de seu estado de perfeição.

Saber reconhecer qual é a sua velocidade natural, qual é a sua capacidade de acelerar ou de desacelerar, sua aptidão para interagir e harmonizar significa conhecer seu próprio ritmo.
A partir daí o que vale é praticar viver com ritmo.

O ritmo natural quando manifesto cria a beleza e a expande.

O ritmo natural nada tem a ver com ser passivo, a passividade tem a ver com entrar em outros ritmos que nada tem em comum com o seu próprio.

Sempre que um ritmo próprio se manifesta há a expressão de um estado ativo de alta performance que pode se traduzir em realizações que superam quaisquer barreiras.

A atitude passiva torna a pessoa uma “esponja” e independentemente do que houver ao seu redor ela sofrerá sua influência e se deixará debilitar por ela, afastando-a cada vez mais de seu próprio ritmo natural. 

A atitude ativa, nascida com ritmo e com originalidade intuitiva, torna cada ser único, diferenciado, com visão e atitudes personalizadas, que se caracterizam por serem naturais e isso influenciará o ambiente onde ele estiver presente.

Autor: Herbert Santos Silva
Livro: A Mente Saudável – Para Viver uma Vida Melhor (em processo de reedição)

site http://intuicao.com
Foto: banco de imagens