SÓ EXISTE PAZ INTERIOR QUANDO HÁ SENSIBILIDADE

SÓ EXISTE PAZ INTERIOR QUANDO HÁ SENSIBILIDADE

Só existe paz interior quando há sensibilidade.

A educação é a base de tudo – isso é fato; jamais pode ser esquecido. 
Outro fato é que, para haver harmonia no planeta, educar os pensamentos é essencial.
Para tal ser possível, sentir Deus em nossas vidas se faz necessário. Não basta ‘falar’ de Deus. Para sentir Deus em nossas vidas, temos que simplificar nossos sentimentos e isso requer humildade e amor.

A receita parece fácil: ‘humildade’, ‘amor’, ‘simplificar sentimentos’, ‘educar’, ‘sentir’ e então aproximar-se de ‘Deus’. Mas sua execução demanda esforços íntimos que, para início de conversa, envolvem afastar hábitos que nos afastam de Deus, como a presunção e a soberba, o egoísmo e a vaidade, o materialismo e a agressividade. Hábitos que costumam ocupar a mente, algumas vezes como o vapor ocupa o espaço de um vasilhame e outras como um tsunami que provoca turbulências em todas as direções e temas. O fato é que ambas as maneiras de ocupar a energia mental provocam o afastamento do estado mental de paz interior e, consequentemente, nos afasta dos canais de amor e bondade, que nos conectariam com Deus.

Cada um de nós é responsável pelo que mantemos em nossas mentes.  A maioria de nossos pensamentos e sentimentos atuam como um gás, ou vapor em nossas mentes. Seja um gás que polui, envenena e distorce nossas percepções; seja um vapor refrescante e regenerador, que nos possibilita ter uma visão clara, objetiva e integrada ao mundo que nos cerca.

Para arejar nossas mentes, devemos abrir o coração, enxergar os outros, exercitar o bem e possibilitar a manifestação da intuição, até tornar-se natural a sintonia com Deus e, consequentemente, com o bem.

Sentimentos de paz interior só serão sentidos se houver sensibilidade, e esta é intuitiva por natureza.

‘Paz interior’, ‘sensibilidade’ e ‘intuição’ constituem uma combinação em que uma alimenta a outra. Em verdade, formam um conjunto, em que quando uma delas não estiver sendo usada, todo o mais é afetado, limitando nossa capacidade em ser simples.

É simples perceber que o ato de colocar o amor nas ações e nas visões direcionadas a um mundo melhor, naturalmente nos conduzem a um outro patamar, mais humano e mais espiritual, com mais sabedoria, empatia e mais simplicidade; a um mundo mais harmonioso, em que há mais aceitação das diversidades, das diferentes visões do mundo e de como as pessoas manifestam suas crenças e seus valores.

O ato de intuir ensina que a mente não é linear, nem bidimensional; minimamente podemos acatá-la em termos tridimensionais; mas o fato é que pouco sabemos sobre ela. Mas, no nosso exercício reflexivo podemos perceber que, para usá-la com mais sabedoria, devemos preenchê-la com ‘bons vapores’ que refrescam e regeneram, que iluminam e mostram novos horizontes.

Como sugestão de prática, segue um exercício:

Ao focalizar algo na mente, tente não pensar no que se está sendo visualizado, apenas crie a imagem e deixe-a fluir dinamicamente. Por exemplo um cenário com uma bela cachoeira desaguando num rio. Pode incorporar o céu azul, árvores, flores coloridas, aves, etc., de acordo com o que vier à sua mente. Para se experimentar o que está sendo visualizado de maneira intuitiva, deixe a visão mental atuar de forma apreciativa, espalhando os ‘bons vapores’; o resto acontece naturalmente.

Reflexão de Herbert Santos Silva
Site Intuicao.com